segunda-feira, 30 de julho de 2012

Palestras do Gluten Free - 2012.

Olá, segue o terceiro e último post do Gluten Free 2012, pela nossa correspondente Silvia direto de São Paulo.
Silvia fez um resumo do que viu nas palestras do Glúten Free, saliento a importância de se investigar as alergias e intolerâncias alimentares através dos exames de sangue pelas taxas de imunoglobulinas (IgE e IgG).
Além disso, a Silvia nos contou que adotou um hábito excelente com a DC, que é o de levar seus aliementos em festinhas, sempre alguém quer experimentar, concordo Silvia! 
Nossos parabéns a você pelo excelente trabalho!
 

Bem, se vocês estão seguindo a minha matéria sobre o 3º GLUTEN FREE E 1º ZERO LACTOSE DE SÃO PAULO, neste ano de 2012, eu não preciso nem mencionar o quão super qualificados eram os palestrantes. Mas, se você não leu a matéria anterior e ficou interessado em saber quem eram os profissionais que deram um verdadeiro show, ou melhor, uma imensa chuva de conhecimento para os celíacos, suas famílias e seus cuidadores, acesse  gluten free e selecione PALESTRANTES.

Agora, vamos ao que interessa! Bem, como todos já sabem, a doença celíaca, ou “DC” para os íntimos, apareceu em mim no final do ano passado (2011).

Para uma criatura metida à gourmet como eu, claro, foi o caos. Eu quase que pirei. Entretanto, como informação é poder, eu logo tratei de entender o que era e como lidar com a doença.

Em minha caminhada em busca de conhecimento, acabei conhecendo a ACELBRA – Associação dos Cleíacos do Brasil, que tem cartilhas ótimas com informações valiosíssimas e que me fez ficar interessada em participar do GLUTEN FREE. E claro, também acabei conhecendo uma criatura muito fofa, mas totalmente sem glúten (a Josi!), cujo blog com receitas e informações livres de glúten agraciou-me com uma credencial VIP para participar do evento.

Como a programação de palestras abertas contou com cinco profissionais, eu vou fazer um resumo geral, me atendo ao conteúdo que absorvi sobre os temas ministrados pelos três primeiros palestrantes, para que vocês possam perceber o quanto este evento é importante e necessário.

Começamos com a Dra Lucyanna Kalluf, cujo tema foi “Tratamentos alternativos para intolerâncias e alergias alimentares”. Com esta palestra eu aprendi que realmente somos um reflexo daquilo que comemos. Ao olhar um par de silhuetas preenchidas com alimentos, pude entender por que. Havia uma silhueta preenchida com uma profusão alimentos sadios (frutas, legumes, verduras, grãos, produtos frescos, etc) e uma outra preenchida com uma profusão de alimentos industrializados e vazios daquilo que mais necessitamos (vitaminas, sais minerais, fibras, oligo elementos).  O que se percebia? Uma silhueta magra e outra silhueta gorda/inchada.

A silhueta gorda e inchada é o prenúncio dos problemas de saúde que vamos desenvolver ao longo de nossa vida e, principalmente, ao final dela. Justo hoje, quando se fala tanto em qualidade de vida, com olho no presente e no futuro (com relação a futuro, subentenda-se velhice), precisamos ser mais seletivos quanto a nossa alimentação. O ser humano está vivendo mais e, assim, é preciso garantir saúde para os dias da velhice que certamente trazem limitações com o avançar da idade.

A intolerância ou alergia a certos alimentos tem sua “cura” com a remoção do mesmo. Há quem aplique o princípio da vacina, administrando doses bem diluídas ao longo de um tempo para que, a pessoa, geralmente crianças, adquiram resistência para não mais manifestar as reações adversas ou alérgicas ao alimento em questão. Minha mãe fez isso comigo com relação ao leite.

Mas, como já sabemos, não convém contrariar a natureza pois, fatalmente, no futuro as complicações advindas da insistência em consumir algo não desejado pelo organismo e seu sistema imunológico trará suas consequências. Afinal, os instrumentos fisiopatológicos responsáveis pelas doenças estão presentes em nós anos antes das doenças se instalarem. Ou seja, estamos constatando a realidade do horizonte clínico.

Entendam, não é porque temos predisposição genética para manifestarmos certas doenças ao longo da vida que necessariamente iremos desenvolvê-las.

A predisposição genética é tal qual o gatilho de um revólver, que pode ou não ser disparado. Qual a sua escolha? Puxar o seu próprio gatilho ou tomar medidas preventivas de modo que ele não seja disparado?

É preciso saber que, dentro da equação para uma vida saudável e duradoura, apesar dos 25% da responsabilidade repousar sobre a nossa biologia, 75% dessa equação depende do nosso estilo de vida.

Aí você me pergunta: Como assim, nosso estilo de vida?

E eu te respondo: Sim! A implementação de hábitos como alimentação saudável (balanceada e sem glúten, sem lactose e sem caseína) e como a prática de exercícios físicos com regularidade, em nossa rotina diária, tem forte impacto dentro dessa equação.

Apesar das alergias e intolerâncias alimentares se manifestarem nos primeiros anos de vida, nada impede que elas se manifestem em idade tardia, como ocorre com algumas pessoas que se descobrem repentinamente celíacas.

Então é preciso saber que para as crianças 90% das alergias alimentares se dão por conta de leite, ovo, amendoim, soja e trigo. Enquanto que para os adolescentes e adultos  as alergias se dão por conta de mariscos, peixes, nozes e amendoim.

Outra coisa que precisamos fazer é adotar o uso de produtos orgânicos, de origem vegetal e animal, livres de pesticidas, hormônios e antibióticos.

Conforme muito bem dito pelo biólogo Bruno Zylbergeld, que palestrou sobre “A importância da saúde intestinal nas intolerâncias e alergias alimentares”, a gente paga o preço pelas escolhas que faz.

As pessoas que sofrem de doença celíaca ou de alergias e intolerâncias alimentares precisam evitar ingerir aquilo que lhes faz mal pois, tudo que diz respeito à saúde e à imunidade de uma pessoa, seja bom ou ruim, ocorre no trato gastrointestinal.

É preciso agir com extrema consciência quando o assunto é alimentação, para evitar a hiperacidez e as lesões gastrointestinais, com a consequente destruição das vilosidades do intestino.

Quando a criança ou o adolescente ou o adulto começa a apresentar com grande freqüência gases, diarréia, fezes extremamente fétidas, prisão de ventre, e manifestação de doenças tidas como crônicas (bronquite, rinite, sinusite), está mais do que na hora de fazer uma investigação para alergias e intolerâncias alimentares que podem deflagrá-las, que são medidas através dos exames de sangue pelas taxas de imunoglobulinas (IgE e IgG).

Uma vez que a alergia ou a intolerância alimentar tenha sido diagnosticada, não existe meio termo. É preciso retirar os fatores alérgenos da nossa vida. Ou seja, se você ou seu filho foi diagnosticado com doença celíaca ou com intolerância à lactose ou caseína, ou ambos problemas, retire totalmente o glúten, a lactose e a caseína de sua vida. E não precisa se desesperar, pois uma vida sem glúten e sem lactose e sem caseína pode ser extremamente interessante e deliciosa.

A Dra Gisela Savioli, ao palestrar sobre “Como adequar o seu dia a dia sem glúten e sem lactose”, foi muito clara quando respondeu a pergunta de um paciente:  e agora, o que é que eu vou comer?  Simples, comida de verdade! Comida da vovó!

Aí você se pergunta:   comida da vovó? Sim!  Frutas, verduras, legumes, frutas, leguminosas, hortaliças, proteína vegetal. De preferência, tudo orgânico. Sem pesticidas, sem hormônios e sem antibióticos. É preciso redescobrir o prazer de comer comida de verdade e, inclusive, de preparar a própria comida. E, acreditem, esse é o caminho mais fácil de fazer a família inteira mudar os hábitos alimentares. Pelo menos em casa, essa atitude irá fazer com que o paciente não se sinta socialmente excluído ou impossibilitado de participar de reuniões sociais que envolvam comida. Afinal, o celíaco não pode comer a comida das outras pessoas, mas todo mundo pode comer a comida do celíaco, pois trata-se de uma comida saudável e super saborosa.

E já me adaptei e estou adaptando o povo lá de casa.

Quando preciso comparecer a uma reunião social fora de casa e que envolva comida, não tenho dúvida, faço algumas coisas que gosto de comer e levo minhas marmitinhas maravilhosas, muito bem servidas. Afinal, sempre tem alguém querendo experimentar.

Bem, essa foi a solução que encontrei e que tem dado certo em minha vida. E vc? Vai aderir a uma vida mais saudável e feliz ou vai ficar pagando o preço das dores de estômago, de barriga, da fibromialgia, da artrite, das crises respiratórias entre outras enfermidades?

Se eu fosse você, eu mudava rapidinho!

Um beijo e até a próxima matéria.

O nosso muito obrigada para a Silvia, e até o próximo post!

sexta-feira, 27 de julho de 2012

Não contém glúten. Ufa!

Pela primeira vez na vida li um texto sobre restrição ao glúten que me senti acolhida, compreendida, diria até acalentada. O lado emocional é o mais afetado quando descobrimos a doença, com a melhora do quadro, vem o sofrimento da restrição alimentar... 

Tomei a liberdade de publicar o texto de Denise Mairesse, psicanalista. Retirei deste blog . Leiam e sintam-se abraçados.

Não contém glúten. Ufa!Quem ainda não leu ou escutou sobre o mais novo vilão do século XXI: o glúten? Contém glúten ou não contém glúten é um enunciado presente na maioria das embalagens dos alimentos industrializados. Trata-se de uma proteína encontrada em alguns cereais, como o trigo, a cevada, o centeio, o malte e a aveia, e causa grandes danos a quem é alérgico. Pessoas com esse problema são portadoras da doença Celíaca, mal que, em função de inflamação no intestino delgado, compromete as vilosidades responsáveis pela absorção dos nutrientes.

Você que não tem restrições ao glúten e é um amante de gastronomia italiana, já se imaginou resistindo a uma pizza ou lasanha como a da “nona”? Você que adora viajar e frequentar lugares exóticos, experienciar outras culturas a partir dos seus sabores, já imaginou precisar perguntar a cada prato quais ingredientes foram usados, como foi preparado, se havia algum glúten passeando por perto da caçarola no momento em que seu camarão estava sendo preparado, ou mesmo saltitando no avental do chef?

Comer fora de casa, nesses casos, torna-se uma aventura nem sempre vibrante, pela superação dos desafios, mas um suplício pelo enfrentamento de “caras e bocas” dos garçons, gerentes, “chefs” de cozinha e clientes quando o interrogatório sobre os pratos se inicia. Taxado muitas vezes de neurótico obsessivo, hipocondríaco ou simplesmente chato, os portadores da doença Celíaca são vítimas de preconceito e alvo de piadas. A dor física e psíquica gerada pela presença da alergia, se curada pela não ingestão do glúten (único tratamento existente), é substituída pelo sofrimento da condição do “ser diferente”, como se não bastasse a saudade que a falta do sabor dos alimentos inflige. A saudades daquele gosto do bolo de chocolate que a mãe preparava para o lanche junto com os amigos ou para o piquenique no parque. O do cachorro quente, entrada principal no cardápio das festinhas de aniversário, o da pizza de domingo, da macarronada instantânea dos acampamentos. Na cultura judaica, em que se comemora o “Pessach” em torno das refeições regadas a “matzá” e “kneidales”, alimentos a base de trigo, também deixam sua marca saudosa. Ou seja: como ser judeu sem comer o “matzá”? Ou ser cristão sem receber a hóstia?

A restrição total ao glúten traz um grande sofrimento para algumas pessoas, principalmente para aquelas a quem os alimentos têm um lugar de afeto e prazer primordial na vida. Assim, os primeiros tempos de descoberta da doença exigem não somente uma elaboração em torno da experiência nutricional e gastronômica, mas da própria identidade e dos valores atribuídos à vida. Nas reuniões sociais é necessário deslocar o prazer dos quitutes servidos para focá-lo no que, desde então, essas ocasiões explicitamente propõem: boas conversas, música, dança ou outras formas de lazer. Muitas vezes, esses propósitos são esquecidos por estarem recobertos por um tipo de apelo emocional dos alimentos. Este é um dos modos de descobrir o quanto se poderia, até ter se deparado com o problema com o glúten, estar se perdendo e o que se passa a ganhar com um outro olhar sobre a vida. Ela torna-se híbrida, mais colorida, divertida. A sociabilização adquire novos sentidos, não se aceita mais comodamente qualquer companhia ou passeio. O tempo e o espaço passam a trazer experiências que não podem mais ser camufladas por uma fatia de torta ou por um copo de cerveja. O que passa a estar em jogo é o que entra e sai pela boca em forma de palavra, de discurso − nem mesmo a pipoca do cinema, que raramente contém glúten, consegue se sobrepor ao gosto pelo filme. O sabor só se sustenta pelo meio e não mais vice-versa.

Assim, se realiza o “luto” por “velhos sabores”, já que alguns são perdidos para terra do “nunca mais”, mas que também oferecem lugar a essas novas experiências. E, também, ao resgate de sabores que deveriam sempre fazer parte constante do nosso dia a dia. Como os das frutas da época, deliciosas como só elas. O sabor de um feijão bem feito, como o da “tia Anastácia”, ou dos doces campeiros que encontramos com fartura: a ambrosia, o pudim de leite, as compotas e muitos mais que guardam em si um gostinho de casa da vovó.

Portanto, é fundamental lembrar mais do que se ganhou do que se perdeu, passar a valorizar os novos sabores, as novas receitas, outros velhos paladares muitas vezes esquecidos. Lembrar que, muitas vezes, no momento do interrogatório nos restaurantes teve alguém que se preocupou, fez questão de pesquisar ou preparar algo especialmente para você. Que existem pessoas que respeitam a diferença e que nesse momento você também passará a respeitá-las e valorizá-las mais, não somente as pessoas, mas a própria diferença. Que estar nessa condição é difícil, mas também pode ser especial pelas possibilidades originadas. E, enfim, lembrar que se você optar pela vida apesar de sua condição de imperfeição ao invés de vivê-la na melancolia pela intolerância com sua própria falta, perceberá que em sua condição de humano e ser faltante se tornará realmente belo. Efeito do brilho que você adquire quando vive plenamente todas as suas possibilidades.


http://dradenisemairesse.blogspot.com.br/2010/03/nao-contem-gluten-ufa.html

terça-feira, 17 de julho de 2012

Nhoque Recheado - Sem Glúten - Vovó em casa!




Férias, bebê novo na família e visita das paulista Vó e titia... sinônimo de ...? Comilança lóogico!
Um dos pratos tradicionais da família Buzachi é o Nhoque Recheado, toda vez nos reunimos a vó tem que fazer!
É uma receita simples, deu super certo com a farinha sem glúten, e a Vó gostou tanto que vai passar a fazer sempre assim, pois achou o prato mais leve e a massa macia.
Vamos ao passo a passo!!!!

INGREDIENTES:
1 Kg de batata;
1 ovo;
1 colher de margarina derretida;
Farinha Preparada (qualquer uma);
150 g de mussarela em cubos;
Molho de tomate ao sugo mais ralinho.

MODO DE PREPARO
Cozinhe as batatas e esprema;



                                         Acrescente a margarina e o ovo e misture bem,
 Vá massando e acrescentando colheradas de farinha preparada sem glúten, deu ponto com 3 colheres mais ou menos, mas depende da batata também.(olha a mãozinha fofa dela!)

                                                          Massa no ponto de enrolar!             

                                                             Queijo para o recheio

                         Enrole as bolinhas com o queijo no meio e acomode-as em uma assadeira;

                                       Adicione o molho e parmesão por cima e leve ao forno.
                                       Quando borbulhar retire do forno e está pronto!
                                        O molho deve ser bem líquido pq engrossa no forno.
               Que tal esse queijo derretido? Huuummmmm só minha avó mesmo pra me tirar da dieta!
Então aproveitem o frio para quem tem frio, pq aqui nem esse desculpa nós temos para comilança, hehehe...
Beijos.