Olá leitores queridos...
Sinto muito por não estar muito presente aqui no blog, mas além de estar muito atarefada nos últimos tempos, ainda estou de dieta!
Sabe aqueles 3 quilos que você sempre quer perder? Pois é, resolvi eliminá-los antes do fim do mundo, hehehhe...
Li muito a respeito das dietas à base de proteínas com redução de carboidratos e resolvi tentar.
Quando descobri a intolerância á glúten, estava com 57 Kg, no susto acabei emagrecendo, pois não sabia o que podia ou não comer, não cozinhava, enfim, aquele desespero.
Depois vieram as receitinhas, as arriscadas na cozinha, o blog, daí danou-se: o peso aumentou lógico!
Fora que todo celíaco deve saber, quando tem um prato sem glúten os familiares deixam tudo para você, por exemplo, nos aniversários da família sempre ganho um bolinho sem glúten, inteirinho pra mim!!!
As pessoas às vezes acham exagero meu, mas comparem: de 57Kg passei a 62/63 Kg, são 5 ou 6 Kg é muita coisa!!!
O primeiro contato com a dieta sem carboidratos foi por uma entrevista que assisti com o Dr. Merheb assinei o site de acompanhamento e achei muito legal, eles tiram todas as dúvidas prontamente e você pode postar as fotos antes e depois, comparar e garantir a privacidade.
Depois veio a onda Dukan no Brasil, a dieta da princesa Kate e tal... Comprei o livro do Dukan também e recomendo. Mas o meu objetivo não é falar sobre cada dieta, tem muito material sobre isso, o livro também é excelente, o que quero salientar é que a dieta Dukan preconiza o uso de aveia e farelo de trigo e nós celíacos sabemos bem que são alimentos expressamente proibidos para o consumo.
Fiz um comparativo com os benefícios desses ingredientes com outras farinha que nos são permitidas, como a quinua, o amaranto, a farinha de coco, sementes de chia e vi que podemos substituir tranquilamente por esses, sem nenhum prejuízo em contagem de carboidratos ou valores nutricionais.
No próximo post explica direitinho e mostro o comparativo.
Os meus resultados foram muito bons, na última pesagem estava com 58,5 Kg, rumo aos 57 sonhados, por isso resolvi postar algumas receitinhas muito boas, saborosas, fáceis e permitidas para nós celíacos.
Além disso, ando recebendo muitos apelos do tipo: "Josi, posta umas receitas mais lights!" Assim, atendendo a pedidos seguirei com uma sequência mais levinha.
Hamburguer de Atum
INGREDIENTES:
1 Lata de Atum sólido em água;
2 colheres de farinha de quinoa;
1 clara de ovo pequeno;
Meia cebola picadinha;
2 azeitonas picadinhas;
Cheiro verde a gosto;
Sal;
Pimenta;
Ervas se gostar.
MODO DE PREPARO:
Escorra o atum e desfie com um garfo da forma que preferir , gosto mais grosso, pedaços maiores.
Misture todos os temperos no atum e deixe uns 15 minutos no freezer para dar uma encorpada na massa.
Retire e faça duas bolas e molde os hambúrgueres.
Grelhe os dois lados em frigideira anti-aderente com um fio de azeite.
Servi com um patezinho de ricota, no próximo posto a receita!
Fica leve e nutritivo, uma delícia!
Beijos, aguardo comentários ;)
quinta-feira, 20 de dezembro de 2012
segunda-feira, 8 de outubro de 2012
Pão Francês Delishville - Sem Glúten e Sem Lactose
Olá pessoal! Essa receita é muito mais que especial, a referência dela é o blog da Leila (Delishville Sem Glúten) aqui ela revela com detalhes a emoção de conseguir fazer um pão francês, vale a pena correr lá e ler tudinho antes de continuar nessa receita ;)
Bem a ansiedade foi tamanha de fazer esse pão que corri a cidade atrás do novo ingrediente o Psyllium Husk, que é uma fibra muito usada recentemente para regular o intestino com muitas propriedades boas para a saúde, abaixo coloquei o link onde explica tudo direitinho. É importante saber que se encontra em lojas de produtos naturais e farmácias de manipulação, em Palmas encontrei na farmácia Fórmula Mais.
Na ansiedade de fazer o pão confesso que não li com atenção a receita e cometi dois erros:
1 - Era 1 colher de sopa de goma xantana, coloquei 1 colher de chá;
2 - O forno não era preaquecido, e eu fiz como sempre, preaquecido.
Estou revelando isso aqui porque a experiência foi mais feliz com esses "erros" do que quando repeti e fiz do jeito que estava na receita de Leila. Acredito que haja diferença principalmente no clima, pois ela está na Inglaterra e eu no calor de 40 graus de Palmas - TO.
Tentarei mais uma vez para que fique igual ao da Leila, mas achei que valia a pena postar essa também!
Vamos à receita:
Vamos à receita:
INGREDIENTES:
2 xicaras da mistura de farinhas sem glúten - receita abaixo:
Mistura de farinhas:
Rende 5 xicaras
1 xícara de farinha de arroz;
1 ½ xícara de maisena;
1 ½ xic de polvilho doce;
½ xícara de fubá;
1 ½ xícara de maisena;
1 ½ xic de polvilho doce;
½ xícara de fubá;
Misture bem todos os ingrediente e coloque num recipiente fechado.
3 colheres (sopa) de farinha de amêndoas (passei no multiprocessador amêndoas laminadas);
1 colher de sopa de fermento biológico seco para pão;
1 ovo inteiro + 1 clara;
1/2 colher (chá) de psyllium husk em pó;
1 colher (chá) de goma xantana ( ou CMC);
¼ colher (chá) de bicarbonato de sódio;
½ colher (chá) de sal;
1 colher (chá) de gelatina em pó sem sabor;
3 colheres (sopa) de creme vegetal derretido (uso Becel), ou margarina comum, para quem nao tem problema com lactose;
1 colher de (chá) de vinagre branco (de arroz ou de maçã);
1 1/2 colher (sopa) de mel;
1 xícara ( 250ml) de água morna;
Semente de gergelim para decorar;
Farinha de mandioca para polvilhar as forminhas.
Para o pãozinho ficar no formato de françês, faça as forminhas de papel alumínio, para cada forminha vai precisar de 50cm de papel alumínio. Corte e
dobre algumas vezes ( 4-5). Molde em formato de forminhas ovais no
tamanho de 15cm de comprimento x 5 cm de largura e 5-7 cm de altura.
Unte com creme vegetal e enfarinhe com farinha de mandioca.
Coloque dentro da batedeira todos os ingredientes secos.
Em seguida acrescente os ovos, o mel, vinagre, margarina sem lactose derretida e a água morna.
Bata na velocidade média da batedeira por cerca de 8 minutos, desligando de vez em quando para raspar as laterais.
Coloque duas colheres (sopa) de massa
dentro de cada forminha e espalhe com a colher, pois fica muito pegajosa.
Verifique o aspecto da massa
A massa é pegajosa, difícil de cair da colher
Polvilhe por cima do massa sementes de gergelim.
Leve para descansar em um ambiente quente e sem vento, coloco dentro do microondas. A massa deve dobrar de volume. Usei forminhas de pão de mel além das feitas de alumínio.
Os pãezinhos começando a crescer
Assim que puser o pão para crescer,
programe o forno elétrico para 180C, depois de crescidos asse-os por 30 minutos ou mais ,
dependendo do forno.
Observação: assim como acontece com o pão francês com gluten, a casquinha crocante não dura muitas horas mas, basta aquecê-lo novamente no forno ou torradeira que ele volta a ficar crocante. O pão pode ser congelado também como os outros.
E assim ficou o quase pão francês!
Ficou com a casquinha crocante e o miolo macio
Não ficou tão leve como o da Leila, mas ficou delicioso. Ainda chego lá!
Esse é o da forminha de pão de mel!
Espero que gostem, se tiverem um resultado melhor que o meu mandem seus comentários. Graças a pessoas como a Leila estamos evoluindo muito nas receitinhas!
quinta-feira, 13 de setembro de 2012
Mousse de Sabor sem Açúcar e Sem Glúten
Dieta já!
Sobremesa permitida, sem açúcar!INGREDIENTES:
2 pacotes de gelatina diet (usei a Lowçucar);
1 caixinha de creme de leite;
14 cubos de gelo;
1 polpa congelada de frutas (sabor a gosto);
2 colheres de gelatina de sabor para a calda;
Raspas de limão;
Adoçante de Stevia (Cerca de 10 gotas);
1 copo de água filtrada.
MODO DE PREPARO:
Mousse:
No liquidificador bata: 1 copo de água fervente e dois pacotinhos de gelatina.
Quando estiver bem dissolvida bata 14 cubos de gelo um a um.
Acrescente o creme de leite com soro e misture bem.
Coloque em forma com furo no meio e ponha para gelar. Depois de pronto desenforme a mousse em um prato (para facilitar passe a forma em água corrente até que derreta um pouco nas laterais e solte da forma).
Calda:
Em uma tigelinha coloque uma polpa congelada de fruta para suco (usei a de morango), e ponha 1 minuto no microondas para derreter. Ao derreter adicione, raspas de limão, 2 colheres de açúcar mexa bem e volte no micro mais um minuto.
Dissolva 2 colheres de gelatina em um copo de água fervente, adicione na polpa e misture bem, adoce a gosto com adoçante Stevia (cerca de 10 gotas)
Deixe esfriar e cubra a mousse com um pouco da calda.
Como foi feita de gelatina, a tendência é da calda endurecer, então deixe o restante reservado e coloque 20 segundos no micro antes de servir, ou retire da geladeira minutos antes que ela amolece.
Uma sobremesa deliciosa para quem está de dieta ou não pode com açúcar!
Pão de Manjericão e Gorgonzola - Sem Glúten
Olá! Gente em minhas conversas culinárias com a Paula do Tempero Novo conheci a Katia Najara uma pessoa Finna de uma Cozinha Finna! Confiram aí nos links que vão entender o que estou falando!
A Katia tem uma proposta de facilitar e explicar as coisas na sua cozinha, inclusive tudo com vídeos, uma graça! Dona de uma simpatia sem igual ela cozinha em alto astral e diverte quem a assiste.
O blog não é especial para nós celíacos, mas aproveitei a dica da Katia para adaptar essa receita para uma versão glúten free... Afinal ela mexeu com meu ponto fraco: manjericão e gorgonzooola!
Segue então a nossa versão dessa delícia:
INGREDIENTES:
* são os do pão básico.
3 xícaras da mistura de farinha sem glúten (2xíc. de farinha ou creme de
arroz, 2/3 de xíc. de fécula de batata, 1/3 de xíc. de polvilho doce);
2 e 1/2 colheres das de chá de CMC (dúvidas clique aqui);
1 colher das de chá de gelatina em pó sem sabor;
2 colheres das de sopa de açúcar + 2 colheres das de chá para levedar o fermento;
1 colher das de chá de sal;
1 e 1/4 de xícara de água mineral morna + 1/2 xícara para levedar o fermento;
1 colher das de sopa de fermento biológico seco;
1/4 de xícara de azeite;
1 colher das de chá de vinagre de maçã;
1 ovo + 2 claras.
2 e 1/2 colheres das de chá de CMC (dúvidas clique aqui);
1 colher das de chá de gelatina em pó sem sabor;
2 colheres das de sopa de açúcar + 2 colheres das de chá para levedar o fermento;
1 colher das de chá de sal;
1 e 1/4 de xícara de água mineral morna + 1/2 xícara para levedar o fermento;
1 colher das de sopa de fermento biológico seco;
1/4 de xícara de azeite;
1 colher das de chá de vinagre de maçã;
1 ovo + 2 claras.
500 g de gorgonzola (usei um pouco menos mais ou menos 300 g);
1/2 cebola roxa pequena;
1 dentes de alho;
1 buquê de manjericão fresco;
MODO DE PREPARO:
Em uma vasilha pequena, misture a 1/2 xícara de água morna com as duas
colheres das de chá de açúcar e o fermento. Deixe levedar, levantar uma
espuma, forma uma esponjinha.
No liquidificador bata: O manjericão, o azeite, a água morna, a cebola, o alho, o vinagre, o ovo e as claras.
Com essa mistura prepare o pão como o pão básico:
Em uma vasilha média, coloque a farinha, o CMC, a gelatina, o sal, o açúcar e misture com um batedor de ovos.
Coloque-a sobre a mistura de farinha e bata com a batedeira em velocidade baixa para misturar.
Adicione a água de
fermento e continue batendo em velocidade baixa e em seguida aumente
para velocidade máxima.
Bata por 3 minutos.
Utilizei a máquina de pão ao invez da batedeira, deu super certo!
Tentei captar a cor da massa, mas não consegui... Fica verdinha!
Utilize a assadeira untada e enfarinhada com farinha de arroz e verta a massa: mais ou menos 1/4 em cada assadeira:
Distribua o gorgonzola picadinho com a mão mesmo
Cubra com o restante da massa e coloque para crescer como de costume, sempre ponho dentro do microondas.
Ele cresce bastante, portanto não deixe que a massa preencha a assadeira até em cima, precisa de espaço para crescer.
Depois é por direto no forno preaquecido.
Eu adorei esse pão!
Da próxima colocarei mais queijo, acredito que por nossa massa sem mais líquida ele incorporou bem na massa e não ficou tão suculento como o da Katia, mas tirou um: "tá de comer rezando" da minha mãe!!!
Vale a pena experimentar, o perfume que ele deixa na cozinha é de outro mundo!!!!
Beijos e até mais.
terça-feira, 14 de agosto de 2012
Fatias Húngaras - Sem Glúten
Já comentei que minha família tem origem húngara?
Meu avô veio pequenininho da Hungria com os pais, se chamava Yanosh Buzachi.
Depois naturalizou o nome para João Buzachi, achei o Ó! Mas ele era traumatizado pela guerra e abolia tudo que lembrasse sua origem. Meu avô querido faleceu em 2001, mas é incrível o tanto que ele é presente na nossa vida.
Minha vózinha tem N receitas húngaras, bolachinha, goulash, as fatias e muitas outras que ainda pretendo aprender a fazer.
A idéia não foi minha, mas da Rejane Reis que incluiu essa e muitas outras delícias em seu Livro, e pode ser acessado e baixado totalemnte grátis.
As fatias foram feitas com a receita do pão de leite da Rita, que já fizemos aqui no blog, porém reduzi muito o sal da receita original e um pouco do polvilho.
Vamos lá?
Vamos lá?
INGREDIENTES E MODO DE PREPARO:
1 xicara de polvilho doce;1 1/2 xicara leite em pó;
1 xicara farinha de arroz;
1 colher (sopa) rasa de açucar;
1 sache de fermento de pão;
Deixe descansando, enquanto isso leve ao fogo:
300ml de agua;
6 colheres(sopa) de polvilho doce.
Vá mexendo sempre até formar um grude tranparente, desligue o fogo e reseve.
Faça um buraco no meio daquela mistura que estava descansando e coloque:
1 colher (chá) sal;
2 ovos;
3 colheres (sopa) oleo;
1 colher (sopa) margarina.
Misture bem, coloque o grude reservado ainda quente e vá amassando com as mãos.
Será preciso colocar mais ou menos 1 xicara de farinha de arroz a mais até se obter uma massa lisa (fica parecida com a de trigo).
RECHEIO
½ xícara (chá) de manteiga;
½ xícara (chá) de açúcar;
1 pacote de coco ralado.
Num recipiente, misture todos os ingredientes e aplique.
Faça um rolo com a massa, abra sobre uma mesa polvilhada com farinha de arroz, até formar um retângulo de 3mm de espessura. Pode abrir a massa sobre um filme plástico também, fica mais seguro para enrolar.
Espalhe o recheio, enrole como rocambole corte em fatias de 2 cm de largura.
Coloque em assadeira polvilhada com farinha de arroz (não precisa untar). Deixe crescer.
Coloque uma bolinha num copo com água e quando ela subir, as fatias estarão crescidas.
Coloque uma bolinha num copo com água e quando ela subir, as fatias estarão crescidas.
Levar para assar em forno quente, até fcarem meio douradas.
Retire, regue com o leite condensado.
Eis o resultado! Precisa dizer que ficou muito gostoso?
Acho que não!
sexta-feira, 10 de agosto de 2012
Bolo de fubá com laranja - Sem glúten e sem lactose
"Aguada", vocês conhecem essa expressão?
Pois é, minha avó estava aguada para comer um tal bolo que viu na tv de fubá com laranja!
Achamos uma receita na net e adaptamos para a versão glúten free, o resultado foi um bolo muito macio, fofinho e levíssimo!
Segue a receita:
INGREDIENTES:
1½ xícara (de chá) de fubá;
1½ xícara (de chá) de maisena;
1 xícara (de chá) de suco de laranja natural;
¾ xícara (de chá) de óleo;
3 ovos;
1 xícara (de chá) de açúcar;
1 pitada de sal;
1 colher (de sopa) de fermento em pó.
1½ xícara (de chá) de maisena;
1 xícara (de chá) de suco de laranja natural;
¾ xícara (de chá) de óleo;
3 ovos;
1 xícara (de chá) de açúcar;
1 pitada de sal;
1 colher (de sopa) de fermento em pó.
MODO DE PREPARO:
Separe as claras e bata em ponto de
neve.
Bata o restante dos ingredientes, menos o fermento, no
liquidificador até ficar uma mistura homogênea (sempre os líquidos primeiro).
Junte as claras em neve à mistura mexendo deliacadamente com um batedor de ovos ou colher, peneire o fermento na massa misturando bem e levemente.
Despeje em forma de buraco no meio
com 22 cm
de diâmetro untada e enfarinhada.
Leve para assar em forno médio preaquecido por cerca de 40 minutos ou até dourar.
Leve para assar em forno médio preaquecido por cerca de 40 minutos ou até dourar.
A foto ficou ruim, pois mal deu tempo de pegar o celular para fotografar, o perfume estava tão bom que atacaram logo!
segunda-feira, 30 de julho de 2012
Palestras do Gluten Free - 2012.
Olá, segue o terceiro e último post do Gluten Free 2012, pela nossa correspondente Silvia direto de São Paulo.
Silvia fez um resumo do que viu nas palestras do Glúten Free, saliento a importância de se investigar as
alergias e intolerâncias alimentares
através dos exames de sangue pelas taxas de imunoglobulinas (IgE e IgG).
Além disso, a Silvia nos contou que adotou um hábito excelente com a DC, que é o de levar seus aliementos em festinhas, sempre alguém quer experimentar, concordo Silvia!
Nossos parabéns a você pelo excelente trabalho!
Bem, se vocês estão seguindo a minha matéria sobre o
3º GLUTEN FREE E 1º ZERO LACTOSE DE SÃO PAULO, neste ano de 2012, eu não
preciso nem mencionar o quão super qualificados eram os palestrantes. Mas, se
você não leu a matéria anterior e ficou interessado em saber quem eram os
profissionais que deram um verdadeiro show, ou melhor, uma imensa chuva de
conhecimento para os celíacos, suas famílias e seus cuidadores,
acesse gluten free e
selecione PALESTRANTES.
Agora, vamos ao que interessa! Bem, como todos já
sabem, a doença celíaca, ou “DC” para os íntimos, apareceu em mim no final do
ano passado (2011).
Para uma criatura metida à gourmet como eu, claro,
foi o caos. Eu quase que pirei. Entretanto, como informação é poder, eu logo
tratei de entender o que era e como lidar com a doença.
Em minha caminhada em busca de conhecimento, acabei
conhecendo a ACELBRA – Associação dos Cleíacos do Brasil, que tem cartilhas
ótimas com informações valiosíssimas e que me fez ficar interessada em
participar do GLUTEN FREE. E claro, também acabei conhecendo uma criatura muito
fofa, mas totalmente sem glúten (a Josi!), cujo blog com receitas e informações
livres de glúten agraciou-me com uma credencial VIP para participar do evento.
Como a programação de palestras abertas contou com
cinco profissionais, eu vou fazer um resumo geral, me atendo ao conteúdo que
absorvi sobre os temas ministrados pelos três primeiros palestrantes, para que
vocês possam perceber o quanto este evento é importante e necessário.
Começamos com a Dra Lucyanna Kalluf, cujo tema foi “Tratamentos
alternativos para intolerâncias e alergias alimentares”. Com esta palestra eu
aprendi que realmente somos um reflexo daquilo que comemos. Ao olhar um par de
silhuetas preenchidas com alimentos, pude entender por que. Havia uma silhueta
preenchida com uma profusão alimentos sadios (frutas, legumes, verduras, grãos,
produtos frescos, etc) e uma outra preenchida com uma profusão de alimentos
industrializados e vazios daquilo que mais necessitamos (vitaminas, sais
minerais, fibras, oligo elementos). O que se percebia? Uma silhueta magra
e outra silhueta gorda/inchada.
A silhueta gorda e inchada é o prenúncio dos
problemas de saúde que vamos desenvolver ao longo de nossa vida e,
principalmente, ao final dela. Justo hoje, quando se fala tanto em qualidade de
vida, com olho no presente e no futuro (com relação a futuro, subentenda-se
velhice), precisamos ser mais seletivos quanto a nossa alimentação. O ser
humano está vivendo mais e, assim, é preciso garantir saúde para os dias da
velhice que certamente trazem limitações com o avançar da idade.
A intolerância ou alergia a certos alimentos tem sua
“cura” com a remoção do mesmo. Há quem aplique o princípio da vacina, administrando
doses bem diluídas ao longo de um tempo para que, a pessoa, geralmente
crianças, adquiram resistência para não mais manifestar as reações adversas ou
alérgicas ao alimento em
questão. Minha mãe fez isso comigo com relação ao leite.
Mas, como já sabemos, não convém contrariar a
natureza pois, fatalmente, no futuro as complicações advindas da insistência em
consumir algo não desejado pelo organismo e seu sistema imunológico trará suas
consequências. Afinal, os instrumentos fisiopatológicos responsáveis pelas
doenças estão presentes em nós anos antes das doenças se instalarem. Ou seja,
estamos constatando a realidade do horizonte clínico.
Entendam, não é porque temos predisposição genética
para manifestarmos certas doenças ao longo da vida que necessariamente iremos
desenvolvê-las.
A predisposição genética é tal qual o gatilho de um
revólver, que pode ou não ser disparado. Qual a sua escolha? Puxar o seu
próprio gatilho ou tomar medidas preventivas de modo que ele não seja
disparado?
É preciso saber que, dentro da equação para uma vida
saudável e duradoura, apesar dos 25% da responsabilidade repousar sobre a nossa
biologia, 75% dessa equação depende do nosso estilo de vida.
Aí você me pergunta: Como assim, nosso estilo de
vida?
E eu te respondo: Sim! A implementação de hábitos
como alimentação saudável (balanceada e sem glúten, sem lactose e sem caseína)
e como a prática de exercícios físicos com regularidade, em nossa rotina
diária, tem forte impacto dentro dessa equação.
Apesar das alergias e intolerâncias alimentares se
manifestarem nos primeiros anos de vida, nada impede que elas se manifestem em
idade tardia, como ocorre com algumas pessoas que se descobrem repentinamente
celíacas.
Então é preciso saber que para as crianças 90%
das alergias alimentares se dão por conta de leite,
ovo, amendoim, soja e trigo. Enquanto que para os adolescentes e
adultos as alergias se dão por conta de mariscos,
peixes, nozes e amendoim.
Outra coisa que precisamos fazer é adotar o uso de
produtos orgânicos, de origem vegetal e animal, livres de pesticidas, hormônios
e antibióticos.
Conforme muito bem dito pelo biólogo Bruno
Zylbergeld, que palestrou sobre “A importância da saúde intestinal nas
intolerâncias e alergias alimentares”, a gente paga o preço pelas escolhas que
faz.
As pessoas que sofrem de doença celíaca ou de
alergias e intolerâncias alimentares precisam evitar ingerir aquilo que lhes
faz mal pois, tudo que diz respeito à saúde e à imunidade de uma pessoa, seja
bom ou ruim, ocorre no trato gastrointestinal.
É preciso agir com extrema consciência quando o
assunto é alimentação, para evitar a hiperacidez e as lesões gastrointestinais,
com a consequente destruição das vilosidades do intestino.
Quando a criança ou o adolescente ou o adulto começa
a apresentar com grande freqüência gases, diarréia, fezes extremamente fétidas,
prisão de ventre, e manifestação de doenças tidas como crônicas (bronquite,
rinite, sinusite), está mais do que na hora de fazer uma investigação para
alergias e intolerâncias alimentares que podem deflagrá-las, que são medidas
através dos exames de sangue pelas taxas de imunoglobulinas (IgE e IgG).
Uma vez que a alergia ou a intolerância alimentar
tenha sido diagnosticada, não existe meio termo. É preciso retirar os fatores
alérgenos da nossa vida. Ou seja, se você ou seu filho foi diagnosticado com doença celíaca ou com intolerância à lactose ou
caseína, ou ambos problemas, retire totalmente o glúten, a lactose e a caseína
de sua vida. E não precisa se desesperar, pois uma vida sem glúten e sem
lactose e sem caseína pode ser extremamente interessante e deliciosa.
A Dra Gisela Savioli, ao palestrar sobre “Como
adequar o seu dia a dia sem glúten e sem lactose”, foi muito clara quando
respondeu a pergunta de um paciente: e agora, o que é que eu vou
comer? Simples, comida de verdade! Comida da vovó!
Aí você se pergunta: comida da vovó?
Sim! Frutas, verduras, legumes, frutas, leguminosas, hortaliças, proteína
vegetal. De preferência, tudo orgânico. Sem pesticidas, sem hormônios e sem
antibióticos. É preciso redescobrir o prazer de comer comida de verdade e,
inclusive, de preparar a própria comida. E, acreditem, esse é o caminho mais
fácil de fazer a família inteira mudar os hábitos alimentares. Pelo menos em
casa, essa atitude irá fazer com que o paciente não se sinta socialmente
excluído ou impossibilitado de participar de reuniões sociais que envolvam
comida. Afinal, o celíaco não pode comer a comida das outras pessoas, mas todo
mundo pode comer a comida do celíaco, pois trata-se de uma comida saudável e
super saborosa.
E já me adaptei e estou adaptando o povo lá de casa.
Quando preciso comparecer a uma reunião social fora
de casa e que envolva comida, não tenho dúvida, faço algumas coisas que gosto
de comer e levo minhas marmitinhas maravilhosas, muito bem servidas. Afinal,
sempre tem alguém querendo experimentar.
Bem, essa foi a solução que encontrei e que tem dado
certo em minha vida. E vc? Vai aderir a uma vida mais saudável e feliz ou vai
ficar pagando o preço das dores de estômago, de barriga, da fibromialgia, da
artrite, das crises respiratórias entre outras enfermidades?
Se eu fosse você, eu mudava rapidinho!
Um beijo e até a próxima matéria.
O nosso muito obrigada para a Silvia, e até o próximo post!
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